'É só a gente se encontrar na Lua, boba!'
Retornando à Lua
Agora em termos técnicos, sem eu sequer saber se existe um cargo para o quê eu pretendo organizar (Projetista? Direção Visual?), quero levar o público a ter uma experiência tão mágica quanto a que eu tive aos 12 anos.
Por meio de projeções, irei dar vida à algumass das cenas da peça que Rehder está montando, como se fosse uma instalção particular para cada cena. Nem todas terão projeção, naturalmente, mas as que tiverem tentarei fazer com que elas sejam especiais. Quero brincar com a minha formação como artista visual, pois durante aqueles 4 anos, obras que brincavam com a espacialidade sempre me facinaram, especialmente se elas flertassem com o uso de cores!
Não sei dizer exatamente o quão interartístico isso será, se estarei misturando referências do 2D com projeções, cores e visualidades, teatro e visuais, não sei, não sei, mas consigo ver este projeto e é tudo que me importa. Que a plateia consiga ir até a Lua, como eu fui.
Como o projeto não é inteiramente meu (ufa!), os aspectos que normalmente mais me preocupariam já foram resolvidos. Temos uma sala, a BSS-59. Uma equipe, com atores, cenógrafos, figurinistas, sonoplastas, e até música ao vivo! Temos equipamentos fornecidos pelo Cen. E tenho a diretora, Rehder, com quem estarei compartilhando do processo. Apesar de que, não se enganem, todos da equipe estão focados em suas funções, portanto as projeções são responsabilidade minha, e somente minha. Discutiremos as ideias, o que for viável e o quê não for, faremos experimentações, e qualquer dificuldade eu estarei quebrando a cabeça para resolver. Isso é animador.
Como já se deve imaginar, minha referência principal será o jogo 'To the Moon', mas quanto aos meios de como se projetar, estarei me baseando nos trabalhos de Marcio Meirelles, que fez diversas peças com o uso dessa tecnologia, assim como protendo buscar outros autores por fora, penso talvez em Cristiane Jataí, apesar das peças dela serem diferentes do que estou trabalhando, creio que há coisas nos trabalhos dela que possam me inspirar.
Por fim, estou realizando um sonho de infância, quero que esse espetáculo seja tão mágico para quem assistir, quanto foi para mim quando eu assisti o Alanzoka jogando. Quero levá-los todos Para a Lua.
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